sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Invictus

Olá Cambada,

Ontem à noite fui à estreia do filme Invictus. O Paulo tinha-me aconselhado muito ir ver e eu também estava interessada. Adorei o filme, está muito bem conseguido e o Morgan Freeman faz um papel espectacular. Parece mesmo o Mandela. Eu li metade do livro auto-biográfico do Mandela, por isso tive um fascínio ainda maior pelo filme.


A mensagem do filme é muito inspiradora e esperançosa: 'tu é que comandas a tua vida; se quiseres realmente uma coisa, consegue-la!'

Mostram-nos isso através do poema "invictus", da vontade de um homem em unir uma nação muito fragilizada e dividida pelo apartheid, e o esforço que os bokes fazem para ganhar o Mundial de 95. Quando se faz aquilo de que se gosta, podemos ter diversos obstáculos à nossa frente, cairmos algumas vezes, mas conseguimos sempre encontrar forças para nos levantarmos e seguir em frente, nunca desistindo dos nossos sonhos. Claro que não é sempre assim, às vezes a queda é grande e torna-se difícil prosseguir viagem. Porém, mantenhamos o positivismo deste filme e que seja uma inspiração para nós sempre que nos sentirmos derrotados.Também nós temos de beber a cerveja, e sentir o sabor da derrota, para nunca mais a bebermos novamente.

Além desta bela mensagem, houve outra mensagem que me tocou a alma. Mandela foi preso durante 27 anos, a família dele sofreu sequelas desse aprisionamento, os pretos sofreram bastante durante o apartheid e passaram a detestar tudo o que tivesse ligado aos brancos, nomeadamente o rugby. Mandela sai da prisão e mostra compaixão por todos, perdoando o mal que lhe fizeram, preocupado em unir brancos e pretos, mesmo depois de ter sofrido tanto. Parece algo fácil para quem vê um filme, mas eu acho quase humanamente impossível haver tanto perdão. Por coisas muito mais pequenas (mas muito mais) eu não perdoei, mostrei-me fria, distante e o desprezo era a minha arma secreta. É um defeito meu, eu sei, mas sou assim, o que faz com que eu admire ainda mais a atitude de Mandela perante todo o povo sul-africano quando se tornou Presidente.

Vejam o filme que vale muito a pena, não apenas para mostrar o que um homem fez pela união do país e do povo, mas também para tirar estas duas lições de vida.

Deixo-vos ainda o poema INVICTUS (tirei-o da Wikipédia), o poema que ajudou Mandela durante os seus anos de prisão e é referido várias vezes no filme. Trata-se de um poema victoriano, escrito por William Ernest Henley, que foi publicado pela primeira vez em 1888.

INVICTUS

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.


Um grande bem haja a todos,


Sílvia


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