terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Carnaval

Olá Cambada,

Mais um Carnaval que se passou, mas este foi um pouco diferente para mim, porque eu e o Zé decidimos à última da hora improvir e mascarar-nos. Não queríamos gastar muito dinheiro e então começamos a pesquizar na net sobre fantasias improvisadas. Foi aí que encontramos uma foto que nos inspirou...e eu decidi encontrar roupas, peruca e óculos para incorporar a personagem. Já o Zé, foi inspirada num dos últimos filmes que vimos e que adorámos.
Deixo-vos duas fotos para que vocês possam adivinhar quem somos.















Beijinhos,

Sílvia
PS -> Caso não consigam mesmo ver quem somos, deixo-vos o endereço onde podem ver outras fotos do nosso disfarce: http://picasaweb.google.pt/silviamonteiros/Carnaval#

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Museu da Farmácia...

Fui ao museu da Farmácia em Lisboa. Um museu diferente. Pensei que iria ser aborrecido, pois quem ia fazer a visita guiada era o director. Já estava à espera de começar a ouvir e este instrumento chama-se borela e servia para conservar o filogusiandus que era importante para curar o virús....e mais um palavrão daqueles de medicina que ninguém percebe a não ser os entendidos. Mas não. O director sabia que éramos guias e, no meio de muitas piadas, foi-nos contando muitas curiosidades acerca do mundo da saúde, a sua evolução, quer a nível de conhecimentos, como de utensílios e acabou por se tornar uma visita deveras interessante e todos nós ficamos com vontade de levar lá os nossos turistas.

Este museu da Farmácia é considerado o melhor museu de farmácia do mundo, pois contém peças importantíssimas e é o único que explica a história da saúde no mundo desde a civilização egípcia até aos nossos dias.

Deixo-vos aqui algumas curiosidades, para vermos que afinal certos dados adquiridos que pensamos que são descobertas recentes, afinal são coisas bem antigas. E também nos dá uma ideia de como a ciência evoluiu.

Sabiam que....

  1. Napoleão quando foi ao Egipto enviou várias múmias para a Europa para que fossem esmagadas. Após serem transformadas em pó, as pessoas esfregavam-se com o que tinha restado das múmias, pois pensava-se que tinha poderes curativos. Foram centenas de múmias que Napoleão enviou!!! Como podem imaginar, de curativo, não tinha nada.

  2. Ainda no tempo dos egípcios, pensavam que insultando a doença (quer falando ou escrevendo), ela saíria do corpo de quem o fazia, por se sentir ofendido com ela.

  3. No tempo da Mesopotâmia, muitos séculos antes de Cristo já sabiam que a cerveja preta fazia bem à saùde.

  4. O demónio dos demónios chama-se PAZUZU e ele era o responsável pelas doenças. Como? Entrava no corpo das pessoas e criava a doença. Quando não encontrava seres humanos, tentava entrar nos recipientes que guardavam os medicamentos, estragando o conteúdo. Então, para se protegerem, as pessoas usavam ao pescoço uma cabeça do demónio (pois dizem que a coisa da qual os demónios têm mais medo é da sua própria imagem) e faziam frascos de medicamentos com essa imagem. Este PAZUZU ainda hoje existe, porém tem um nome diferente: prazo de validade.

  5. Para que pudessem perceber como funcionava o corpo e de que como os medicamentos actuavam no corpo, utilizavam escorpiões para envenenar as pessoas em várias partes do corpo. Este veneno, era a anestesia daqueles tempos. Após a anestesia, abriam corpos para estudar o funcionamento do nosso organismo.

  6. Sabiam que a primeira farmácia surgiu em Bagdad em pleno século VIII? e que o primeiro hospital moderno surgiu em Damasco no século IX? Muito antes dos ocidentais, eles já tinham recipientes específicos para colocar os medicamentos.

  7. Este museu contem uma espécie de pedra filosofal. Chama-se a PEDRA DE GOA, que na verdade é um GENÉRICO. Passo a explicar: A pedra "filosofal" é a pedra de besoar que se encontrava no estômago de animais, especialmente cabras. Tratava-se de um antídoto contra a peste e vários venenos. Só quem tivesse muito dinheiro conseguia ter uma pedra de besoar. Houve contrabandos de pedras de bezoar. Como nem toda a gente podia ter uma pedra dessas (e também porque poucos eram aqueles que queriam abir o estomago do animal para a retirar) criaram a pedra de Goa. Esta pedra é uma mistura de vários materiais: rubis, safiras, pérolas, corais, raspas de unicórnios, âmbar, ópio e resina. Sempre que alguém tinha dores, passava a pedra sobre a ferida. Em casos graves, raspava-se um pouco da pedra. E pensar que foi um português que criou o primeiro genérico em pleno século XVI?

  8. A cura sempre foi muito ligado a santos e a magia. A magia vudu era utilizada para chamar o curandeiro. Tinham uma representação do curandeiro e com os pregos iam espetando nessa mesma representação, como uma espécie de chamamento do "farmacêutico". Além da magia vudu, os exorcistas eram conhecidos como profissionais da saúde (lembrem-se que as doenças eram trazidas pelos espiritos que entravam no nosso corpo). Com os pré-columbianos temos ainda o shamã - também curandeiro. Geralmente, os doentes tomando certas drogas (alucinogénicos), elevavam-se ao plano espiritual, de modo a que o shamã, ou seja, o médico pudesse entrar no corpo do doente e descobrisse onde estava a doença....

Bem estas são apenas algumas curiosidades que eu considero interessantes, mas aquilo tem muitas mais coisas engraçadas. Tem também o primeiro cachimbo pertencente aos indíos norte-americanos, utilizado para fumar uma erva que anulava as dores de dentes (nicotina), e também uma cultura de penicilina assinada pelo próprio Alexander Fleming. Tem também um unicórnio. É, na realidade, um dente da baleia Narval, também utilizado para fins curativos, uma vez que o narval era considerado um aninal puro. Tem ainda a reprodução de várias farmácias portuguesas e uma de macau, assim como material que astronautas russos e norte-americanos utilizaram recentemente (2000) nas suas missões.

Agora também querem expôr vários objectos que foram utilizados em cinema, tal como a farmácia-portátil que Robert Redford utilizou no filme "Jogo de Espiões", a ficha de vacinação do Ben Harper no filme "Pearl Harbour", entre outros, incluindo também uma receita médica da Marilyn Monroe. Além disto, conseguiram adquirir uma das farmácias de Hitler.

Como vêem, um museu interessante, mesmo para quem não perceba nada de farmácia. Isto também demonstra que quando os portugueses querem fazer algo de bom, conseguem ser os melhores do mundo.

Boa noite a todos.

Duas sugestões para o cinema

Olá a todos!
Hoje decidi escrever-vos um pouco dos últimos dois filmes que fui ver ao cinema: o caso estranho de Benjamin Button e Revolutionary Road. Recomendo-os vivamente. Porquê? Não são de acção, não vos vão fazer rir, mais depressa vos fazem chorar e começam a pensar na vossa vida, mas transmitem uma mensagem muito importante.


O "Caso estranho de Benjamim Button" é óptimo não só pela história, mas também pela caracterização das personagens. É extraordinário ver o Brad Pitt com 80 anos e depois indo pouco a pouco a rejuvenescer enquanto que todos os outros envelhecem. Dá que pensar. Dá para perceber que sempre existiu um mundo de aparências. A imagem conta e sempre contou muito. Antes de tentarem conhecer verdadeiramente alguém, julgam-na pela sua aparência ou por aquilo que veste.



Também nos mostra como somos dependentes no início e no fim da vida. Ou seja, só na fase intermédia da vida poderemos alcançar a nossa verdadeira felicidade. Não podemos esperar pelo amanha. Como diz uma das personagens do filme «no final, todos nós acabámos por voltar a usar fraldas novamente». Na verdade, para cortar o clima tenso e dramático do filme, há sempre cenas de humor.

O outro filme é Revolutionary Road. Foi vê-lo ontem ao cinema (isto das promoções da yorn e millennium dão jeito eheh) e é um filme excelente. Adaptado de um best seller americano de Richard Yates e realizado por Sam Mendes. Ele também fez American Beauty (com Kevin Spacey) e Caminho para a perdição (com Tom Hanks), por isso estão a ver o tipo de filme: faz-te pensar muito e há sempre alguma tragédia nos seus filmes.

Esta é uma história que fala de um casal americano nos anos 50, que se deixa levar por aquilo contra a qual sempre lutaram: o conforto de uma vida nos subúrbios, num trabalho que não gostam, num bairro que não lhes agrada, mas vão-se conformando com essa vida. Até um dia em que surge uma opção que lhes fará mudar de rumo, procurar o estímulo de viver. Na verdade, aquele casal representa muitos dos casais do nosso planeta. Mesmo estando em 2009, podemos olhar para a história e pensar: eu sou diferente? serei capaz de abandonar o conforto do lar e lançar-me numa aventura? Talvez, se temos 25 ou 26 anos e apenas somos responsáveis pela nossa pessoa. E quando há mais duas crianças que dependem de nós? Poderemos abdicar de uma casa confortável, comida de qualidade, só para peenchermos o vazio da nossa alma?



Para mim é essa a boa questão: a ilusão, ou a responsabilidade? Um pouco de loucura é sempre precisa para se sobreviver, mas até que ponto é que a podemos viver? E até que ponto podemos resistir a uma vida de rotina, sem prazeres, completamente desmotivados a cada segundo que passa. Esta é a questão principal do filme... Tocou-me bastante, talvez por estar numa fase em que me apercebo que nem sempre podemos ter aquilo quer queremos, e para o conseguir, temos de fazer diversos sacrifícios... Nem sempre conseguimos atingir os nossos objectivos, e para o fazermos, temos de deixar tudo e todos atrás...

E assim deixo o meu parecer sobre os filmes. Para quem estiver deprimido, não são, de facto, dois filmes a ver. Mas às vezes, canso-me dos finais felizes, das invenções, lutas e assassínios, enfim...ficção, e procuro algo diferente. E estes dois filmes são de facto diferentes. Pelo menos é essa a minha opinião. Caso tenham ido ver outros filmes que não estes, deixam aqui vosso testemunho...

Até sempre,
Sílvia

Escrevam, partilhem e leiam... para que a distância entre nós se torne mais curta!