Hoje decidi escrever-vos um pouco dos últimos dois filmes que fui ver ao cinema: o caso estranho de Benjamin Button e Revolutionary Road. Recomendo-os vivamente. Porquê? Não são de acção, não vos vão fazer rir, mais depressa vos fazem chorar e começam a pensar na vossa vida, mas transmitem uma mensagem muito importante.

O "Caso estranho de Benjamim Button" é óptimo não só pela história, mas também pela caracterização das personagens. É extraordinário ver o Brad Pitt com 80 anos e depois indo pouco a pouco a rejuvenescer enquanto que todos os outros envelhecem. Dá que pensar. Dá para perceber que sempre existiu um mundo de aparências. A imagem conta e sempre contou muito. Antes de tentarem conhecer verdadeiramente alguém, julgam-na pela sua aparência ou por aquilo que veste.
Também nos mostra como somos dependentes no início e no fim da vida. Ou seja, só na fase intermédia da vida poderemos alcançar a nossa verdadeira felicidade. Não podemos esperar pelo amanha. Como diz uma das personagens do filme «no final, todos nós acabámos por voltar a usar fraldas novamente». Na verdade, para cortar o clima tenso e dramático do filme, há sempre cenas de humor.
O outro filme é Revolutionary Road. Foi vê-lo ontem ao cinema (isto das promoções da yorn e millennium dão jeito eheh) e é um filme excelente. Adaptado de um best seller americano de Richard Yates e realizado por Sam Mendes. Ele também fez American Beauty (com Kevin Spacey) e Caminho para a perdição (com Tom Hanks), por isso estão a ver o tipo de filme: faz-te pensar muito e há sempre alguma tragédia nos seus filmes.
Esta é uma história que fala de um casal americano nos anos 50, que se deixa levar por aqu
ilo contra a qual sempre lutaram: o conforto de uma vida nos subúrbios, num trabalho que não gostam, num bairro que não lhes agrada, mas vão-se conformando com essa vida. Até um dia em que surge uma opção que lhes fará mudar de rumo, procurar o estímulo de viver. Na verdade, aquele casal representa muitos dos casais do nosso planeta. Mesmo estando em 2009, podemos olhar para a história e pensar: eu sou diferente? serei capaz de abandonar o conforto do lar e lançar-me numa aventura? Talvez, se temos 25 ou 26 anos e apenas somos responsáveis pela nossa pessoa. E quando há mais duas crianças que dependem de nós? Poderemos abdicar de uma casa confortável, comida de qualidade, só para peenchermos o vazio da nossa alma?
ilo contra a qual sempre lutaram: o conforto de uma vida nos subúrbios, num trabalho que não gostam, num bairro que não lhes agrada, mas vão-se conformando com essa vida. Até um dia em que surge uma opção que lhes fará mudar de rumo, procurar o estímulo de viver. Na verdade, aquele casal representa muitos dos casais do nosso planeta. Mesmo estando em 2009, podemos olhar para a história e pensar: eu sou diferente? serei capaz de abandonar o conforto do lar e lançar-me numa aventura? Talvez, se temos 25 ou 26 anos e apenas somos responsáveis pela nossa pessoa. E quando há mais duas crianças que dependem de nós? Poderemos abdicar de uma casa confortável, comida de qualidade, só para peenchermos o vazio da nossa alma? Para mim é essa a boa questão: a ilusão, ou a responsabilidade? Um pouco de loucura é sempre precisa para se sobreviver, mas até que ponto é que a podemos viver? E até que ponto podemos resistir a uma vida de rotina, sem prazeres, completamente desmotivados a cada segundo que passa. Esta é a questão principal do filme... Tocou-me bastante, talvez por estar numa fase em que me apercebo que nem sempre podemos ter aquilo quer queremos, e para o conseguir, temos de fazer diversos sacrifícios... Nem sempre conseguimos atingir os nossos objectivos, e para o fazermos, temos de deixar tudo e todos atrás...
E assim deixo o meu parecer sobre os filmes. Para quem estiver deprimido, não são, de facto, dois filmes a ver. Mas às vezes, canso-me dos finais felizes, das invenções, lutas e assassínios, enfim...ficção, e procuro algo diferente. E estes dois filmes são de facto diferentes. Pelo menos é essa a minha opinião. Caso tenham ido ver outros filmes que não estes, deixam aqui vosso testemunho...
Até sempre,
Sílvia
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